
Eu vivo há 17 anos ( e uns quebrados) nesse quarto, e bastou uma noite pra ele perder meu cheiro e o teu molde. Foi como se todo esse tempo não existisse e o momento de agora ( sentada na cama) fosse uma visita de primeira mão.. Hum.. a Tal da primeira impressão.
Achei quase feio, sujo e minha filha, não ponha na boca porque é do moço..
Eu viveria facilmente os próximos 17 anos com o meu gato na parede. Mas o resto.. o resto não.
Tudo desgastado e velho, perdido no tempo, entre o que tinha sido quando novo e o ... agora ( nem um pouco novo). Tudo levado pelo tempo, que insiste em correr.. a gente só não sabe pra onde.
Os rabiscos e machucados nas paredes. Conheço todos, causei quase todos. Sei disso.
Mas não me recordo de quase nenhum. Só sei deles porque eles existem e eu os vejo. Caso contrário... também teriam se perdido.
Todo mundo diz que pra se tornar algo novo, tem que deixar o velho pra trás.
Mas se não se sabe nem de onde vem.. como faz pra saber pra onde vai?
2 comentários:
Triste...
Mas prá onde vamos não tem nada a haver com onde dormimos...
Podemos mudar facilmente o que está por fora, mas e o que está por dentro?
rs, acho que no fim das contas. pra entender a conexão entre o começo e o fim do texto. só estando dentro mesmo .
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